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quarta-feira, 18 de Junho de 2008

PENSAMENTO ÉTICO DE KANT

INTRODUÇÃO
O presente trabalho trata sobre o pensamento ético de Aristóteles e Kant. O trabalho está distribuido em três partes e as duas últimas partes tem cada uma na sua final a sua conclusão e no final do trabalho está a conclusão geral do trabalho.
O trabalho pretende levar ao leitor a compreensão do pensamento destes dois autores e os seus fundamentos. O trabalho surge no seguinte:
1. Problema ético;
2. O pensamento ético de Aristoteles e Emanuel Kant.
3. Conclusão

1. O PROBLEMA ÉTICO
1.1. DOIS ASPECTOS PRINCIPAIS DO PROBLEMA ÉTICO
A ética é o estudo do comportamento humano, o seu fim e o último.
O problema ético divide-se em: Crítico e teórico:
Crítico: diz respeito ao fundamento e ao valor dos códigos, dos princípios, das normas, das convicções morais já existentes.
Teóricos – diz respeito as condições que nos permitem praticar a moral em absoluto.

1.2. PROBLEMA TEÓRICO
Como dissemos, o problema teórico nos ajuda a conhecer as condições que nos permitem a praticar a moral em absoluto. Nisto, as condições são:
• Liberdade;
• Consciência;
• Normas de princípio director da liberadade.
Nesta terceira condição, estamos perante o critério supremo da moralidade.
a) Apartir dessa terceira condição os filósofos dividem-se em:
Filósofos que dizem o critério supremo ser o fim último ou objectivo para o qual se dirige o homem ao agir. As morais construídas com este princípios chamam-se teleológicas.
Os principais tipos de morais teleológicas são:
• Dedonismo - oculta como critério supremo o prazer.
• Utilitarismo - adopta como o critério supremo da moral útil, o interesse, a vantagem.
• Eudemonismo - o critério supremo da moral é a felicidade.
Passo a deduzir que aqui encontramos um dos nossos pensadores em estudo Aristóteles.
• A prática dos valores.
b) Filósofos que dizem o critério supremo serem as leis e os deveres. As morais construídas sobre o princípio do dever chamam-se deontológicas:
Os principais tipos de morais deontológicas são:
• Estoicismo – o critério supremo da moral é a prática da virtude;
• Formalismo ético – critério supremo a que conciste na prática da virtude, exercício dos deveres e na obediência da lei.
O formalismo ético é o estudo próprio de Kant.
Aqui nós situamos o nosso segundo filósofo em estudo. Que é o Emanuel Kant.

2. PENSAMENTO ÉTICO DE ARISTÓTELES E DE EMANUEL KANT
O pensamento de Aristóteles faz parte das morais teleológicas do tipo eudemonismo em que se afirma o critério supremo do homem ser a felicidade.
O pensamento de Emanuel Kant faz parte das morais deontológicas do tipo formalismo ético. Em que o seu supremo é a prática da virtude, no exercidos deveres e na obediência a lei. Mas para Kant este formalismo ético é rigoroso, e chama-se assim formalismo Kantiano ou seja, pensamento ético de Kant.

2.1. O BEM SUPREMO
Todo o homem pratica uma acção com um certo objectivo ou fim e esses fins são bens.
Bem supremo é o conjunto de acções humanas e fins particulares, isto quer dizer, o bem supremo engloba todas as acções e fins do homem.
O bem supremo é tudo que é realizável pelo homem. “o bem supremo realizável pelo homem...conciste em aperfeiçoar-se enquanto homem...”

2.2. PENSAMENTO ÉTICO DE ARISTÓTELES
Aristóteles, nascido em 384 ou 385 a.C., em Estágira, tratou do problema ético.
Para ele o bem supremo do homem é a felicidade.
Para o mesmo filósofo, o homem pode atingir a felicidade praticando plenamente as suas capacidades, isto é, aperfeiçoar-se como homem. E coloca como a condição de todo o uso da razão, isto é, a racionalidade. “ o homem que quer viver bem deve viver sempre segundo a razão”
Para Aristóteles o objecto da ética é a felicidade esta corresponde a vida boa, isto é, uma vida digna.

2.2.1. O QUE É FELICIDADE PARA ARISTÓTELES?
Na defilição de Aristóteles sobre a felicidade mostranos que o homem tem tanta felicidade na medida que desenvolve tantas virtudes, bom senso. e capacidade de agir conforme com ele mesmo.
Aqui há lei de proporcionalidade no pensamento de Aristóteles sobre a felicidade: passo a traduzir da seguinte maneira : quanto maior for a virtude, bom senso e a capacidade de agir de acordo com ele mesmo, maior será a felicidade que o homem terá.
Por isso, Aristóteles define a felicidade em: “a felicidade é uma actividade da alma conforme a virtude perfeita...”
A alma em Aristóteles tem uma parte racional e a outra privada de razão, e que esta última por sua vez tem a sua subdivisão. Com esta concepção de Aristóteles podemos afirmar que na sua definição da felicidade a actividade da alma que ele refere é a razão, ou seja, a racionalidade.
Podemos concluir que no pensamento de Aristóteles a felicidade conciste no homem praticar as suas capacidades com base no uso da razão conforme um hábito perfeito. Assim também podemos dizer que, segundo Aristóteles, virtude é o habito que torna o homem bom e que com esse habito permite o homem comprir bem a sua tarefa.

2.2.2. CONDIÇÃO PARA ATINGIR O BEM SUPREMO EM ARISTÓTELES
Para atingir o bem supremo do homem em Aristóteles ele coloca a condição da virtude. Para ser feliz é preciso praticar a virtude, isto é, a felicidade como o bem supremo do homem alcança-se pela prática da virtude.

2.2.2.1. O QUE É A VIRTUDE NO PENSAMENTO ARISTOTÉLICO
Virtude no pensamento aristotélico consiste em escolher o que fica no meio entre o defeito e o escesso, podemos dizer que virtude é o habito que fica ao meio entre o escesso e o defeito. Segundo Aristóteles “a virtude é pois uma disposição de caracter relaccionado com a escolha e consistente numa mediania, isto é, a mediana relactiva a nós a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática”
Na escolha existe a liberdade para quem escolhe. Por tanto a escolha é livre porque depende do homem que vai fazer. Segundo Aristóteles “ é livre aquele que tem o seu princípio dos seus actos ou é preciso de sí próprios”
O homem tornou-se bom se fizer acções livres e com base a razão, e quando se repetem vão se formar virtudes.
Assim, em Aristóteles a virtude é prática pelo facto de consistir nos habitos que é uma acção propositada e repetida, porque também não depende do conhecimento.

2.2.2.2. TIPOS DE VIRTUDES EM ARISTÓTELES
Há dois tipod de virtudes em Aristóteles:
a) As virtudes dialéticas – são as que são ligadas as faculdades e desenvolvimento do intelecto, e para ele são: ciência intuitiva; ciência intelectiva, sabedoria, arte e ciência prática.
b) Virtudes morais – são aquelas que controlam a parte sensitiva e procuram as condições para atingir o bem supremo do homem.
As principais virtudes são: a prevalência, a temperança ou fortaleza e a justiça.
Entre as virtudes morais ou éticas segundo Aristóteles o principal é a justiça porque ela como conformidade as leis ela é total e perfeita. Mas de todas as virtudes a virtude importante é amizade, diz éle “... é a coisa mais necessária à vida... o homem virtuso comporta-se para com o amigo como se comporta para com ele mesmo” ele dá mais importância a amizade porque segundo ele, ela ajuda as virtudes dianóticas e depois destas é que Aristóteles considera as virtudes morais.
A amizade é que conduz a felicidade. Assim chegamos a conclusão porque Aristóteles valoriza muito a razão para o bem supremo do homem que para ele é a felicidade.
A virtude mais alta é a sabedoria.
Assim o pensamento de Aristóteles termina valorizando a virtude dianótica porque ele diz que a verdadeira felicidade é a contemplação.
Pois, a sapiência nos conduz a reconciliação que estão acima atingindo assim a felicidade perfeita proxima do divino.

Conclusão
No pensamento de Aristóteles, o critério supremo ou o bem supremo é a felicidade.
Esta felicidade é atingida pela prática da virtude.
A ética aristotélica é prática porque nos conduz ao aperfeiçoamento do homem para atingir o seu bem supremo.
A verdadeira felicidade atinge-se pelo uso da razão, por isso para Aristóteles é feliz aquele que usa a razão ou seja o sábio.
A felicidade consiste na escolha do justo meio entre o defeito e escesso.
A virtude moral ou ética mais importante é justiça porque sendo conforme as leis é perfeita e total, mas de todas as virtudes a mais importante é amizade porque conduz a contemplação. Aristóteles valoriza a sabedoria razão pela qual ele afirma a felicidade consiste no uso da razão.


2.3. PENSAMENTO ÉTICO DE KANT
Emanuel Kant, nasceu em Konigsberg, na Prússia Oriental em 22 de Abril de 1724, de família pobre, pertencente à seita protestante dos pietistas, da qual recebeu profunda educação religiosa.
O pensamento ético de Kant encontra-se nas suas obras seguintes:
• Os fundamentos da metafísica dos costumes. Publicada em 1785;
• Crítica da razão prática, 1788.

2.3.1. FUNDAMENTOS DA METAFÍSICA DOS COSTUMES
Nesta obra, Kant procura o princípio supremo da moralidade ou seja aquilo que possa levar a acção do homem seja moralmente virtude.

ELEMENTOS EXCÊNCIAIS DA MORAL KANTIANA:
• BOA VONTADE – é a vontade de agir por dever.
A boa vontade consiste no esforço de levar a bom termo os propósitos.
• O DEVER – é a necessidade de cumprir uma acção por respeito à lei.
Aqui vê-mos que não podemos obedecer a lei porque é lei, mas porque respeitamos a lei. Daí Kant nos mostra a necessidade da intenção.
Praticamos uma acção porque temos uma pureza de intenção, e que nos conduz a esforços.
Assim o valor moral de um acto reside na intenção.
Para agir por dever ou boa vontade necessita do respeito da lei, que nos conduz o cumprimento do dever.
Assim chegamos a concluir que a felicidade formalismo kantiano consiste no simples conformidade com a lei em geral como princípio de uma boa vontade.
A vontade é a faculdade de agir segundo certas regras.

As regras podem ser:
• Máximas – quando valem só ao indivíduo sendo assim subjectivas, isto é, valem ao indivíduo que a aplica com interesses pessoais.
• Leis – quando valem para todo o indivíduo.

A vontade pode ser:
• perfeita – que se determina pela relação que se conforma as leis racionais.
• imperfeita – que está sujeita a condição subjectiva e da sensibilidade.
Sendo assim há dificuldades entre a razão e a sensibilidade para determinar a vontade.
A vontade não obedece a razão: naturalmente a não ser ela for forçada.
Assim as leis da razão se apresentam a vontade como imperativos ou seja mandamentos. Podemos chamar de deveres.

Os imperativos podem ser:
• hipotéticos – quando existe a vontade para alcançar um ceto objectivo.
• categóricos – quando existe a vontade não para alcançar um certo objecto.
Imperativo categórico apresenta-se como dever, é uma lei universal necessária, isto é, é uma regra que vale para todos seres racionais.
Segundo Kant: diz “para a legislação da razão(...) se requer que ela não deva pressupor mais nada além de si mesma porque a regra é objectiva e universalmente válida...” “ age de tal modo que a máxima da tua acção possa sempre valer também como princípio universal da conduta”

2. A LEI MORAL
A lei moral é a condição aprior da vontade.
As condições da lei moral em Kant são: a lei deve ser universal e necessária. Por uma forma a prior, isto é, por uma lei lei pura,
E esta lei pura que é universal e necessária para Kant é o imperativo categórico.
A lei moral conciste fundamentalmente em fazer o bem e evitar o mal. A lei moral ou imperativo categórico tem validade por sua racionalidade.

2.3.2. CRÍTICA DA RAZÃO PRÁTICA
Nesta obra Kant coloca as condições que permite a actuação da lei moral ou imperativo categórico. E nos conduzem ao bem supremo do homem.
1. A liberdade: no pensamento de Kant conciste na obediência a lei moral, isto é, os seus actos não devem ser determinadas, e esta liberdade conduz a autonomia,
2. Imortalidade da alma.
3. Existência de Deus – que nos leva a virtude e injunção a felicidade.
O bem supremo do homem segundo Kant, conciste na virtude e na felicidade, e este bem obteve-se pelo imperativo categórico.

2.3.3. O RIGORISMO KANTIANO
Kant mostra que o respeito alei moral deve ser como obrigação. A lei nos puxa para a praticar por isso ele diz que devemos ver como nosso dever e que devemos a praticar.

2.3.4. A METAFÍSICA DOS COSTUMES
Na fundamentação da metafísica dos costumes vimos que o princípio da moralidade é o imperativo categórico.
Na metafísica dos costumes Kant procura como pôr em prática a lei moral a pós a determinação das condições que conduzem o seu fundamento, ou seja, a metafísica dos costumes és para acrescentar a crítica da razão prática.
A prática dessa lei exige o domínio da pessoa em dilema. Vamos supor o caso de mentira:
Sei que se eu digo algo vai levar a morte de algo. Mas mentido não cumpro o dever moral de dizer a verdade que é um bem. Então na vida real ou prática casos desses nos deixam. O pensamento de Kant termina falando da paz perpétua em que Kant fala da necessidade do Estado em colocar condições para que o homem viva a paz perpétua.

Conclusão
O pensamento ético de Kant, fundamenta-se no imperativo categórico. Que é uma lei moral.
Esta lei é universal e necessária, visto que, Kant diz que esta lei deve ser válida por todos os seres racionais.
O imperativo categórico deve recorrer a forma a priori, isto é, deve ser uma lei pura e incondicionada. Deve-se obedecer a lei pela lei, e não haja uma coação. As condições que permitem a sua realização é a liberdade, a imortalidade da alma e a existência de Deus.
O imperativo categórico é um dever que o homem deve pôr em prática.
O bem supremo do homem é a obediência ao imperativo categórico. Para a moralidade de acção a vontade deve ser autónoma. O homem deve ser responsável dos seus actos.
Kant coloca a racionalidade como uma das condições que o homem pode levar a praticar o dever.
Na vida real o imperativo categórico pode se colocar em jogo a fim de salvaguardar um bem.
Mas contudo o imperativo categórico nos leva a um bem supremo.

CONCLUSÃO GERAL
No pensamento ético de Aristóteles o bem supremo de homem e a felicidade e esta felicidade é obtem-se pela prática da virtude e o uso da razão. E conciste na escolha do justo meio.
No pensamento ético de Aristóteles o bem supremo do homem é a virtude e a felicidade e que pode nos dar essa virtude e a felicidade é Deus.
A lei moral é que conduz o homem a ser virtuoso, mas para Aristóteles é virtuoso aquele que escolhe meio termo.
Seguindo esta linha de reflexão podemos dizer que obedece a imperativo categórico torna-se virtuoso e torna-se digno da felicidade.
Enquanto para Aristóteles a virtude é a condição para a felicidade, Kant a condição para a virtude e a felicidade é o imperativo categórico e quem concilia entre a felicidade e a virtude é Deus. Afim acabo o pensamento kentismo leva consigo o pensamento aristotélico.
Além dessas conclusões podemos dizer que ambos pensamento afirmam na razão como a condição da moral.
Só quem é racional é quem pode agir moralmente ambos pensamentos são práticos.






BIBLIOGRAFIA
• ABBAGNANO, Nicola; (1984); História da Filosofia, 5ª Edição, Editora Presença, Lisboa,
• ABBAGNANO, Nicola; (1984); História da Filosofia, Vol 3, 3ª Edição, Editora Presença, Lisboa,
• ABBAGNANO, Nicola(1962) Dicionário de Filosofia, São Paulo, Mestre Jou, 2ª edição;
• BAPTISTA, Mondin;(1982) Curso de Filosofia; 4ªedição; São Paulo; Paulinas;
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• BAPTISTA, Mondin;(1980) Introdução à Filosofia; 9ªedição; São Paulo; Paulinas;
• PASCAL, Georges; (1990) O Pensamento de Kant; 3ª edição; Vozes; Paris;
• REALE, Giovanni; Antiseri, Dario;(1990) História da Filosofia; 2ª edição; Paulinas, São Paulo,
• REALE, Giovanni; Antiseri, Dario;(1990) História da Filosofia;Vol 2, 2ª edição; Paulinas, São Paulo,
• VALLANDRO,Leonel; BORNHEIN, Gerg(trad. Versão inglesa de W.D.Ross)((1991) Aristoteles; Nova cultura; Livro I

1 comentário:

Anónimo disse...

Esta pesquisa é muito ótima, é mais do que fantártica,pois está resumida explicítamente e bem organizada separando cada pensamento e ainda as conclusões de cada.
Estes pensamentos poderia servir aos jovens de hoje posto em suas vidas cotidianas e refletindo sobre a vida que é necessário, principalmene,neste fim de ano!